Derrama-te em meus lábios com teu gosto de mar, traga para fora todo o desejo, todo o alento, e todo grito calado debaixo de um chapéu ou extorquido em forma de verso, num velho papel de embrulho!
Venha, mas venha encharcando o gelo fino, adentrando em minhas entranhas, dando-me força e coragem para arriscar e riscar meus rabiscos, ouvindo está voz que me chega alva e reluzente como a luz de um olhar infantil, como um piano ao luar do sertão!
Flutue, mas flutue instigante, introspectiva, onipresente, deslizando insólita, escrevendo pelos veios da face, a serenidade aflorada no pólos da alma, a plenitude do olhar vertida nos quatro cantos do coração!
(Auber Fioravante Junior)
22:22 - 15/04/2009
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