A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana e vinha, Não sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um bem freqüente olheiro, Que a vida do vizinho e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita e esquadinha, Para o levar à praça e ao terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados, Trazidos sob os pés os homens nobres, Posta nas palmas toda a picardia,
Estupendas usuras nos mercados, Todos os que não furtam muito pobres E eis aqui a cidade da Bahia.
(Gregório de Matos)
13:04 - 27/06/2008
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