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Meus Poetas...Meus Poemas...

Tópico: SEMANA DA POESIA (14 a 21 de março)

ÞerÞetµal night
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CONVITE: PARA TODOS OS POETAS


OS POEMAS


Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
Alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
e o alimento deles já estava em ti...
[Mário Quintana]

Estará aberta a Semana da Poesia a partir da meia-noite (14-03-07 a 21-03-07) Com apresentação feita pelo Nick. Aqui nesta mágica caixinha. Aguardem e preparem a tinta e a pena pois "tudo vale a pena quando a alma não é pequena" (FP)


Não deixe de visitar esta semana, o blog Noites Sem Fim e a caixinha de amigos do Noites Sem Fim: http://noitessemfim.zip.net e http://amigosecreto.nsf.zip.net
Onde estaremos homenagenado, no primeiro sete poetas consgrados e no segundo todos os novos poetas que queiram participar
02:37 - 14/03/2007

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Respostas ao tópico: SEMANA DA POESIA (14 a 21 de março)

Presentes
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14/03/2007


DE: ALGUÉM

PARA: MORADOR DE LUA



Soneto da Lua

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!



Vinicius de Moraes


14:10 - 14/03/2007 Apagar
Presentes
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DE: *Dixie*

PARA: TODOS OS POETAS e minha especial homenagem ao Grande Poetinha Alegre, Mário Quintana na semana da Poesia.

Se eu fosse um padre


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!





[Mário Quintana]

14:12 - 14/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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DE: ALGUÉM

PARA: MORADOR DE LUA

Soneto da Lua

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!


14/03/2007
21:30 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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14/03/2007

Nossa homenagem ao poeta e amigo Fio da Mãe

*Pøet@ §ønh@dø®***

Rogério Gomes

Meu corpo reclama um pouco de carinho,
Minha cabeça se volta a sensibilidade,
Tenho meus momentos, fraco e sozinho,
Me sinto levado, sinto minha fragilidade.

Escuto de outros, não se deixe entregar,
Parece que tudo que faço é questionado,
Quem dúvida que o sorriso eu queria dar,
E não sofrer como homem apaixonado.

Quem tem dúvidas, eu não sou amar sofrer,
Eu prefiro o teu beijo mais ardente,
Seria capaz de o teu sexo enlouquecer,
E juntar a pele, o cheiro e tua mente.

Sinto o teu gosto, teu cheiro, teu olhar,
Vibrando eu chego ao desejo irracional,
Arrepio quando penso em tua mão acariciar,
Faço de conta, para um dia ser real.

Não vivo de dores, nem vivo de vaidades,
Quero te dar flores, quero dar amor,
Um momento das mais fortes disparidades,
Onde me sinto frio, mas deixo em teu calor.

Meu abraço que te envolve, sinta meus
21:33 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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continuação...

Meu abraço que te envolve, sinta meus lábios,
Feche teus olhos, te peço me tira essa dor,
Desafiando todos os homens mais sábios,
Me torne real, pois sou o Poeta Sonhador

Conheçam mais visitando seu site.

http://br.geocities.com/fio_da_mae1/meuspoemas/
21:36 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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De « §mi£ë » a homenagem à grande poetisa

Cora Coralina

POEMINHA AMOROSO

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

14/03/2007
21:41 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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De Anna Terra

Para: Alguém

Bilhete

(Mário Quintana)


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda.

14/03/2007
21:43 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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De Sandra Vls

14 DE MARÇO, DIA NACIONAL DA POESIA

HOMENAGEM AO NASCIMENTO DO POETA

"CASTRO ALVES"

Nasce, a 14 de março de 1847, na fazenda Cabaceiras, próxima a Curralhinho, atual Castro Alves, filho do dr. Antônio José Alves e d. Clélia Brasília da Silva Castro.
Recita, a 9 de setembro 1860, as suas primeiras poesias no Ginásio Baiano.
A 23 de junho de 1862 ,no Jornal do Recife, " Destruição de Jerusalém" onde estava então morando.
Em 1863 publica seus primeiros versos abolicionistas.
Em 1864 Matricula-se no primeiro ano do curso jurídico e redige com colegas o jornal O Futuro. Escreve " Mocidade e Morte", com o título primitivo de "O Tísico". Volta para a Bahia em outubro, interrompendo o curso.
A 11 de agosto 1865, na data comemorativa da abertura dos cursos jurídicos declama " O século". Passa a residir na rua do Lima, em companhia de Idalina, onde escreve diversos poemas de Os escravos.

continua.....


21:47 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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continuação...
Em 1866 Funda uma sociedade abolicionista com Rui Barbosa e outros colegas. Lança o jornal A Luz. Polemiza pela imprensa com Tobias Barreto. Em 7 de setembro, no Teatro Santa Isabel, recita "Pedro Ivo".
Vive com Eugênia Câmara no povoado do Barro, onde conclui o drama Gonzaga. Em maio de 1867 retorna com ela para a Bahia. Em 7 de setembro o Gonzaga estréia no Teatro São João, com grande sucesso.
Viaja, a 8 de fevereiro 1868 para o Rio de Janeiro, sempre em companhia de Eugênia Câmara. É recebido por José de Alencar e Machado de Assis. A 11 de março parte para São Paulo. Declama a "Ode ao Dous de Julho", no Teatro São José, com grande consagração. Em 7 de setembro recita "O navio negreiro", também triunfalmente. Estréia do Gonzaga, a 25 de outubro, no mesmo teatro. Desentendimentos seguidos de separação com Eugênia Câmara.
1870 lança em Salvador Espumas Flutuantes

continua...
21:50 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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continuação...

Recita pela última vez, a 10 de fevereiro de 1871, na Associação Comercial, em benefício das crianças francesas vítimas da Guerra Franco-Prussiana. Seu estado de saúde agrava-se após a noite de São João. Expira às três e meia da tarde do dia 6 de julho, no Palacete do Sodré, junto a uma janela banhada pelo sol.

Obras: Espumas flutuantes (1870); Gonzaga ou a Revolução de Minas (1876); A cachoeira de Paulo Afonso (1876); Os escravos, obra dividida em duas partes: 1. A cachoeira de Paulo Afonso; 2. Manuscritos de Stênio (1883). Obras completas Edição do cinqüentenário da morte de Castro Alves, comentada, anotada e com numerosos inéditos, por Afrânio Peixoto, em 2 vols.

21:51 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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14/03/2007


De Sandra Vls; a homenagem:

As Duas Flores

São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

Castro Alves
21:52 - 16/03/2007 Apagar
Sandra Vls
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14/03/2007

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

Meu Poeta-mor

Você que,como poucos poetas da sua época,soube entender e sentir profundamente a alma dos excluídos,especialmente, a da mulher-meretriz;
Você que enfocou ,nitidamente, a visão de um mundo Ideal(do sonho,onde habita o que está por ser atingido);e o Material,(da realidade social das ruas,principalmente,as do Recife).
Você que, fora predestinado a ser um profissional das ciências exatas,mas por ironia,a vida o tornou um profissional da palavra...do encantamento...do sonho.
Imagino o Maneca chegando no céu e recebido por Irene,a mãe preta que ele,carinhosamente,homenageou em seus versos.Repousando a cabeça no colo de Irene,livre,enfim,das mazelas...das frustrações e das desilusões que nortearam toda a sua vida,sorri o sorriso dos que encontram a paz:
-Conta uma história,Mainha,quero no teu colo adormecer e sonhar...

continua...
21:58 - 16/03/2007 Apagar

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