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Tópico: Sandy, um tesouro de presente!

ÞerÞetµal night
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IRIS GERMANICA
"Um porto de abrigo para almas perdidas. Um reencontro com o próprio ser. "
Assim se apresenta Sandy, uma ilustre desconhecida poetisa gêrmanica que pousou na terra de Camões.
A emoção de encontrar um tesouro desses é inenarrável. A alegria de compartilhar com vocês é imensa.
Dela nada sei além do encontrado num lindo blog caramelizado de dulcíssimos escritos, na maioria em forma de crônicas, mas de rara poesia e encanto.
Seu perfil:
Nome: "Sandy"
Idade: 30 anos (22 de junho de 1976)
Signo astrológico: Caranguejo
Amo: A minha filha mais que tudo
Odeio: Falsidade, hipocrisia, ódio, sofrimento...
Quando me sinto triste ouço: As melodias de Madonna, Evanescence e de Mylène Farmer
Quando me sinto alegre ouço: Hip Hop, Madonna e tudo o que mexe
Meus sonhos: Para além de querer ser feliz como todos supostamente deveriam querer, sonho com uma viagem ao Tibete
Nos meus tempos livres: vou nadar, leio um livro, escrevo no meu blog e vejo as minhas séries preferidas na TV "Lost" e "Dr. House"
Saudades: do meu país natal, das suas ruas, dos seus jardins...
Dias mais felizes da minha vida: Quando entrei na faculdade; quando me casei; quando acabei o curso e quando dei à luz a minha princesa.

Seu sítio: http://irisgermanica.blogs.sapo.pt/
10:11 - 26/01/2007

Respostas ao tópico: Sandy, um tesouro de presente!

ÞerÞetµal night
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Observo calmamente essa tua vontade de fingir
Que a alegria pertence ao passado.
Consigo ler no teu coração
O sentimento que as feiticeiras não sabem ler
Na palma da tua mão.
Fraco é o poder da natureza que te
Concedeu esse teu triste olhar
Que adivinha a morte em cada pôr-de-sol.
Enquanto queres juntar ao teu ser
Aquela tranquilidade que tão bem sabes mostrar,
Eu, vou caminhando descalça
Sentindo a humidade do teu coração,
Aquela que duvidas vir a conhecer eternamente
Naquele imenso jardim de pedras.
Tão grande é a tristeza que se uniu a ti
Que nesse meio campestre só a frescura da verdura é vida.
O céu azul é para ti um céu cinzento;
Cada vez que olhas para ele
As lágrimas vagueiam nos teus olhos.
Sumiu-se o sol. Findou a vida.
A escuridão da morte de ti se apoderou.
Quando passei pelo teu coração já não estava húmido,
Mas sim frio e sossegado.
A tua alma... anjo ou demónio a terá levado!

Sandy (1996)
10:15 - 26/01/2007 Apagar
ÞerÞetµal night
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Reencontrar-me

Andando sozinha, no meio da noite, receio ouvir os corvos gritarem meu nome, como se, de algum modo, vissem no meu lençol de luas e estrelas nada mais que uma mortalha. Não temo a escuridão e prossigo a minha dolorosa viagem. Caminho ao longo do túnel do Tempo para relembrar quem outrora fui. Mas o eco dos meus passos afasta a luz que me tarda a enxergar. Continuo, desalmadamente, procurando a inocência perdida.
O orvalho da noite cai sobre a minha pele como as lágrimas que não quero verter. Funde-se nos meus poros e atinge o abismo no mais fundo do meu ser.
Sinto que foi tudo em vão e que as estradas percorridas não levam a lado nenhum. Choro...
O aconchego do meu teddy-bear não acalma a minha ânsia de me conhecer e reencontrar. Meu coração palpita... Minha alma sangra... A viagem continua...
10:20 - 26/01/2007 Apagar
ÞerÞetµal night
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Apenas uma máscara

Uma máscara esconde o sabor dos beijos que deixaste por engano nos meus lábios. Sinto cair em mim cada gesto fugidio e tu descansas no meu ombro como se de nada se tratasse. Enlouqueces meus sentidos com a paixão que tanto me negas. Meu rosto, meu ser, minha alma... escondidos por detrás de uma face branca que julga esconder quem realmente sou.
Apenas um ilusão... sou apenas uma ilusão neste mundo sem sentido. Adivinho nos olhares aquilo que apenas quero ver; nego a existência de sentimentos baixos.
Uma máscara que esconde um rosto envergonhado, magoado com a vida. Uma máscara...sou apenas uma máscara no meio de tantas outras.
10:36 - 26/01/2007 Apagar
ÞerÞetµal night
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Acordo em sobressalto.
Apareces no meio da escuridão fixando-me como um cão vadio que pede esmola.
Nada mais resta que esse olhar que me vem atormentar noite após noite.
Meus olhos fixam as horas encarnadas de um velho relógio. Encarnado - cor do amor quando se ama... do sangue quando se sangra.
As recordações caem em mim como gotículas de suor sobre a minha pele seca.
Nada mais resta que o eco de uma voz. Nada mais.
10:40 - 26/01/2007 Apagar
ÞerÞetµal night
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[Mea culpa]

Perdoa meu desejo de partir para lá da vedação;

A tua ausência vitimou o meu amor por ti.

Só me resta ser um vulto nesta casa que me sepulta.

E se o sacrifício foi longo, mais dolorosa será a minha culpa

Sangro noite após noite numa mortalha de rosas que teceste com as tuas falsidades.

Serei merecedora do teu desdém?

Olha para mim, olha para mim, amor:

Um trapo que abandonaste num recanto de um quarto escuro.

Sentirás minha falta quando presenciares a minha inexistência?

Haverá quem chore meu espírito destruído, meu corpo arruinado?

Esqueceste-me assim que me tornaste tua naquela alcova feita de sonhos.

Perdoa meu desejo de partir para lá da vedação

Saltarei com a ajuda da minha alma e do meu odioso amor por ti.

Meu corpo ficará para que possas possui-lo de novo

Até seres tu a sangrar de dor e não eu.

...
10:50 - 26/01/2007 Apagar
ÞerÞetµal night
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...
Acordarei, só, noutro mundo que não o teu,

Gritarei pelo teu nome para que tenhas um sono perturbado

Voltarei para que tenhas pena da tua miserável condição.

Amar-me-ás como nunca amaste e sofrerás uma dor que ninguém chorará.

Rezarás pela redenção dos teus pecados.

E se o sacrifício foi longo, mais dolorosa será a tua culpa.

Lamentarás meu corpo destruído, meu corpo arruinado.

Amei-te. Amar-me-ás.

Mea culpa.


"Sandy"
10:51 - 26/01/2007 Apagar



 
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