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Meus Poetas...Meus Poemas...

Tópico: Gabriela Marcondes.

Mendigo.
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Gabriela Marcondes é carioca, médica com pós-graduação em clínica geral e endocrinologia.Tem poemas publicados em sites literários e pequenas antologias poéticas. Foi selecionada no Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody e ganhadora do Concurso Nacional Poesia Voa. Teve videopoético incluído do Festival Cortacurtas no Rumos do Itau Cultural. Desenvolve também um trabalho de música com o qual participou do Cenas da música contemporanea, PLUG - festival de musica eletronica, Casa dos criadores, Luckystrike lab: music entre outros. VIDEOVERSO, (2006) é seu primeiro
livro, Editora 7 Letras. gabmarcondes00@gmail.com
16:15 - 12/11/2006

Respostas ao tópico: Gabriela Marcondes.

Mendigo.
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Inutencílios

versos são sutis utensílios
para conjugar o nada
beijos de borboleta.
bateu cílios e voou.
16:15 - 12/11/2006 Apagar
Mendigo.
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Texturas

Não te preocupes em me decifrar,
sou costurada com a linha da ambigüidade,
vestida de discursos de calar.
Não procure em mim suas verdades
minha bainha não foi feita,
toco em todas as texturas.
Minha cor não foi eleita,
sou camaleão sem cura.
Sou verso de intuição,
pergunta possível,
tentativa de explicação.
Meu verso é repleto de possibilidades,
não possuo seqüência, não possuo métrica.
Sou cúmplice da dualidade,
rima anacrônica perdida na realidade.
Não te preocupes em me decifrar.

16:16 - 12/11/2006 Apagar
Mendigo.
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Latitude

nos subúrbios de si
descobrir aos poucos
a matemática do medo
a tradição das coisas se quebra
diante das perguntas do presente
move-se cuidadosamente
por entre latitude dos atos
16:16 - 12/11/2006 Apagar
Mendigo.
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Papiro

No impenetrável palimpsesto
dorme o verso que procuro.
No revés do que vejo
a idéia que salta através do muro
oferece aos olhos um caleidoscópio.
No dédalo das entrelinhas
o sentido que ilumina o escuro.
Código desta grafia secreta
que perambula pela poesia bêbada
adormecida na inaptidão do poeta.
16:17 - 12/11/2006 Apagar
Mendigo.
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Sobremesa da eternidade

poetas são abutres
dos próprios desejos
mastigam com binóculos
os próprios medos.
16:17 - 12/11/2006 Apagar
Visit@ de Marte
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"Eu faço versos como quem chora
De desalento ... de desencanto...
Fecha meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto"

Trecho do poema "Desencanto" de Manuel Bandeira
11:38 - 15/11/2006 Apagar
Visit@ de Marte
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"Solidão não te come
não te mata
te retrata"

Haicai de Silvia Rocha
11:40 - 15/11/2006 Apagar
Visit@ de Marte
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"No Arcaz, sem jóias ou heranças
histórias de uma avó
às vezes apaixonada
outras desalmada

... poucas telhas de vidro
testemunhavam grandes emoções
vividas sem parcimônia.

As gamelas e oratórios
cheios de mistérios e verdades
afugentavam amenidades...
Os vasos sem flores...
A sobriedade dos catres...
O bater solene das horas
a ecoar no teto sem forro
pintava o tempo na cal da parede
quase nunca branca...

Era um desnudar de almas
sem alarde...

e agora...
que a umidade de outrora
virou rio caudaloso de saudade
Nado, mergulho e me abandono sem bóias
na certeza de ter sido amada
ainda que às vezes com desespero."

É o viver afongando e submergindo
na busca de pérolas

nesse oceano de palavras.

12:26 - 15/11/2006 Apagar



 
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