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Tópico: Textos próprios

Sol
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A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu to ficando craque em ressurreição
Bobeou eu tô morrendo,
Na minha extrema-unção
Na minha medíocre falta de inspiração
Ah, que enfado é não ter um coração!

Deixar que tudo siga o vento
O não tocar a palavra e a maciez da sonoridade
Seria pra mim o acalento

Da rima doce, do beijo de café
Do escrever bem de mansinho, tipo Patativa do Assaré
Que sempre domou o dizer,
tudo à rédeas curtas, sem dúvida do ser ou não ser
correndo solto o pensamento,
a mão, o corpo, o riso, o choro, o vento...

E de repente assim levanto, bato a poeira da idéia
Vejo quanta sujeira, assim eu brinco
De dizer ou de se calar
Do escrever ou do não amar
Do vento seco e da falta que me faz o barulho do mar...

E das dores que sinto agora
Do vazio que existe ao lado
O sentimento vagueia sem rumo
Ora brinca, ora chora
Dizendo: Viva! Você tem o mundo!
O sol, o céu, o mar
Tem você mesma, tem o pensar.

E se por acaso tanta coisa não tiver fim
Por favor, não se esqueça
Coloque um ponto final, por mim.
10:06 - 29/09/2006

Respostas ao tópico: Textos próprios

Sol
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Porque aquilo que começou não sei como
Sem fim e sem meio
Nunca passou pelo “como te chamas?”, e o leve roçar dos dedos
Quando olho pra um e depois para outro
Sem ter um muito menos o outro
Sinto-me infinitamente só.
E essa solidão
Que corre livre cada dia mais, me faz pensar: enlouquece-me.
Porque ao me deparar com certos olhos
Vejo a profundidade do mar
Mesmo que ao meu lado existam outros que suplicam: mergulhe na minha escuridão.
Por pouco não grito e esperneio
Me arranho e bato o pé
Com o fogo na garganta a dizer: Basta!
Alguém irá me ouvir se existir a razão?
Não quero a lógica doente e fria que diz: siga-me
Mas aquela que me confunde
Que me tira o sentido e me mostra: sejas louca.
Sejas louca de ousar sem ter medo
Sejas doente de delirar na minha febre
De suar ao meu pensamento
De murmurar palavras doces e criar toques frenéticos
Ousa-me.
Toca-me com tuas mãos puras
Com a tua boa quente
Teu cabelo suave e teu cheiro de céu
Ouso-te.
Assim como desejo que fa
10:50 - 04/10/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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- A gente tenta morrer tantas vezes...
- Porque aquilo que começou não sei como...
12:15 - 11/10/2006 Apagar



 
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