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Tópico: A ROSA

Rosival
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A ROSA

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque

Deus cobriu a rosa de véus,
Aveludados, perfumados,
Puros, nobres, virtuosos,
Matizados, multiformes.

Em virginal manhã primaveril
Cobriu a jovem de encanto,
Recato, elegância, graça,
Infinita candura juvenil.

Deu-lhe um mastro, criou-a esguia,
Bela entre as belas, rainha do dia.
Cercada de cravos, ervas daninhas,
Contra indelicados, espinhos.

Enquanto virgem, imaculada,
Embeleza, enfeitiça, agrada,
Guarda o amor, a cor, a flor,
Para aconchegar o canto do lar.

No lar reina, seduz, entrega-se, ama,
Enche a casa de alegria, harmonia,
Produz flores, frutos, amores, aromas,
Destino eterno: ser amada, ser rainha.

Se antes cai o véu, do céu a vergonha,
A pétala seca, amarela, desvirtua-se,
Perde-se viço, graça, nobreza,
No íntimo a dor, a perda, cria ninho.

Restarão pétalas espalhadas,
No chão, na lama, ao vento, ao léu,
Colhidas aqui, ali pelo lixeiro,
Joguete nas mãos de crianças.

Ou secas entre páginas de um livro,
Amareladas, não lido, pornográfico,
Exposta na banca de revistas usadas.
Ao fim uma haste, um miolo despidos.

II Timóteo. 2:22 e I João 3:3
22:33 - 09/03/2006

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Respostas ao tópico: A ROSA

ÞerÞetµal night
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"Deus, o construtor por excelência"

CONSTRUÇÃO

Autor Rosival Muniz de Albuquerque

Na areia construí castelos;
vieram os ventos, os homens, as tormentas.
Sopraram os ventos, desabaram as tormentas,
passaram os homens... Ai! meus castelos.

A Deus confiei meus castelos;
vieram os ventos, os homens, as tormentas.
Sopraram os ventos, desabaram as tormentas,
passaram os homens... Ah! Meus castelos
00:54 - 14/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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CAMPINA GRANDE

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br)

Poderia querer melhor?!
Uma campina verde, enorme,
uma casinha branca com varanda,
um pomar rico e variado
e um agradável clima ameno!

Poderia desejar melhor?!
A minúscula relva envolvida,
todo o ar empregnado,
até a frondosa árvore revestida
pelo orvalho do amor!

Nesta enorme campina verde
não falta a visão estonteante
de um cálido nascer do sol,
despertando os pássaros e a mata,
clareando tudo ao redor!

O pomar variado e rico
e o agradável clima ameno,
completam o cenário lírico
para a você dar uma festa;
acolhendo-a dentro do peito!

Este céu aberto, tem por telhado;
esta Campina Grande, a morada;
no meu coração, um cantinho,
para em clima de festa, de amor,
acolher, você meu raio de carinho.

* Salmos 111.

21:44 - 17/03/2006
20:37 - 19/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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SURREALISMO

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br)

América do Sul,
Brasil,
Paraíba,
João Pessoa,
Ponta Seixas:
ponto extremo do continente,
avançando para o Atlântico.
Praia de Cabo Branco,
aqui, na luta do mar com a terra,
esta vai perdendo...
Vejo paisagem esculpida:
surrealista.

Caminhando pela areia
macia e úmida, pés descalços,
coqueirais ao longo da praia,
as sopradas da brisa no corpo,
o marulhar das águas,
o céu aberto, um sol de verão;
É a grandeza da natureza poesia
instilando um sentimento
de pequenez interior
que me reduz a um grão de areia.

As pegadas,
que para trás vão ficando,
são logo apagadas
pelo vai e vem das águas do mar;
Às vezes divirto-me com esta cena,
outras penso:
tudo passa,
tudo é frágil,
tudo é breve;
Assim é a vida!

Lá em cima,
na imensidão do infinito,
na grandeza deste céu,
há um Deus Amor
velando cada passo
deste pingo ser,
na praia de Cabo Branco,
extremo da América do Sul.
20:38 - 19/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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IN CONCERT

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br)

John Lennon era mais conhecido que Jesus.
John Lennon não era mais conhecido que Jesus,
porque John Lennon não era Jesus.

John Lennon era uma música
suave, penetrante que falava de amor e paz.
Até que uma bala, em noite escura,
silenciou-lhe a voz.

Jesus Cristo era uma sinfonia
suave, penetrante que dava amor e paz.
Quando o mataram, em noite escura, numa cruz...
Ele envolveu o Mundo, atravessou os séculos.

John Lennon em concerto
enlouqueceu gerações.
Jesus Cristo
conserta corações!



*Gálatas 6: 6 ao 10.
21:21 - 17/03/2006
20:39 - 19/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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República dos Próceres Tortos

Não sei se o que era reto ficou torto,
Ou se o que era torto parecia reto.
Queríamos a esperança no lugar do medo,
Mas a esperança transmudou-se em ilusão
E o medo, real, continuou... decepção.

Antiga cantiga de ninar fez-nos sonhar
Torneiro prócere ético prometia
Abrir torneira e tudo fazer jorrar
Comida, dinheiro, saúde, alegria;
Despertou no coração a esperança.

Uma nova canção estava no ar, ele lá
Tudo seria melhor, ele lá e tudo seria feliz,
Antiga cantiga de ninar tomou conta
Da nação, do velho, do pai, do infeliz
Despertou a esperança, ficamos a sonhar.

Quando o torneiro prócere ético chegou lá
Ficamos a esperar o fim da dor, da miséria,
Esperamos, esperamos, esperamos e, nada.
Nada para o povo, a nação, e tudo para eles lá.
Só então percebemos a enganação, o engodo.

A antiga cantiga de ninar não era para nós,
Era apenas monólogo de um palhaço ébrio
Que cantava para os amigos, seus amigos lá,
Amigos p
19:17 - 20/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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O CORVO

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br


Da palhoça na roça ao palácio, no planalto
O corvo curvo voou voraz, veloz, covarde, turvo,
Sobre o operário, brasileiro, caseiro, solteiro
Para amordaçá-lo, assustá-lo, derrubá-lo;
Sem cerimônia, sem parcimônia, sem vergonha.

O rapaz, capaz, falou da farsa na casa do lago.

Na mansão do lago, a república de ribeirão
Tudo tratava, do leão, do ladrão, da corrupção,
Da cozinha à piscina tudo tinha, até propina,
Na sala, na mala, na cama, tudo era lama,
Prostitutas, astutas, teatrais, faziam a festa.

A gangue sugava o sangue no pescoço da nação.

Quando o lixo da casa do lago veio a público,
A excrescência era tal que o povo, de nojo, vomitou.
Era o fim do ninho, da rinha, da linha do Antonio.
O corvo curvo voraz, veloz, covarde, turvo, sujo,
O povo Abateu em pleno vôo rasteiro na fazenda.

Mas não é o fim da República dos Próceres Tortos.
19:48 - 27/03/2006
21:09 - 27/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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O CANTO DOS SAPOS

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br)

Os sapos na lagoa cantavam em uníssono,
Um canto sonolento, modorrento, irritante,
Respondendo a perguntas, questões recorrentes,
Que incomodavam a eles, cúpula do reino.

--Quem roubou petrobrás, furnas e os correios?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...
--- Quem trouxe dólar de cuba e dos bingos dinheiro?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei....

----Quem recebeu mensalão e pagou a corrupção?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei....
---Quem roubou o cidadão, desgovernou a nação?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...

---Porque ficou rico o filho do presidente?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...
---Qual o propósito de tantos atos indecentes?
-- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...

Um a um os amigos do pr
11:38 - 28/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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O PAGADOR DE CONTAS

Uma cantiga de roda, quando criança,
Eu e meus amigos cantávamos sem parar,
Nesses dias confusos, me vem à lembrança.
Diz o seguinte, convido todos para cantar:

Eu fui ao tororó beber água e não achei,
A água estava ruim, não era mineral,
Achei um amigo, que no tororó encontrei,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto.
Paga minhas contas, que serei leal.

Eu quis viajar de avião, mas dinheiro eu não tinha,
Queria na primeira classe, a outras me apertam,
Achei um grande amigo, no saguão do aeroporto,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto,
Paga minhas contas, que viajarei feliz.

Minha filha quis ser deputada, ir morar na capital
Mas não tinha dinheiro prá pagar a eleição,
Então achei um amigo, amigo do coração,
Ô, Ô Okamoto. Ô, Ô Okamoto,
Paga minhas contas, que irás pro Sebrae.

É bom, é bom demais, ter um amigo do peito,
Que pague todas as contas... Tão com inveja?
Não quero nem saber, d’onde vem o dinheiro,
Eu quero é ser feliz... me deixem
11:19 - 29/03/2006 Apagar
Rosival
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VÍTIMAS

Senhor presidente lembre-se
Das coisas que poderia ter evitado,
Das coisas que poderia ter feito,
Daquilo que poderia ter dito,
Para evitar o crime ciclótico
De assalto aos cofres públicos.
Deixou a todos envergonhados.

Senhor presidente não esqueça
A corrupção faz vítimas indefesas,
Faz crianças, pobres sem teto, sem pão,
Abandona adultos, viúvas e órfãos.
Mas o senhor esqueceu, foi amável
Deixou que, o Lulinha, milhões ganhasse
Às custas das desgraças dos miseráveis.

Feliz o Lulinha, que é filho de presidente,
Não precisou de força, nem imaginação,
Pegou o momento, e ganhou uns milhões,
Que poderiam salvar as vítimas, as vítimas
Do descaso, da ganância, do egoísmo.
Feliz é o Lula que tem um filho esperto,
Infeliz o povo que tem o senhor por perto.

Lula! O povo espera, não nos envergonhe
Devolva aos cofres públicos o dinheiro
Que seu filho levou com artimanhas.
Lula! Não minta, seja sincero
Conte ao seu filho como ser honesto,
Senã
11:50 - 01/06/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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<<<*>>>
TROCA DE PRESENTES


Dia dos namorados, ganhei presente
Em papel branco e vermelho, envolto .
Branco da cor da pele, macia, quente,
Vermelha, ficas quando te beijo.

Em bela fita rósea, envolvido
Assim me aconchegas em abraços,
Rosa vermelha, enfeita, em laços,
Flor da paixão, ardente, querida.

Quando, o presente, desenlaço
Sei que melhor, no mundo, não existe,
És tu a grande dádiva presente,
Que beijo, afago, amo, abraço.

Sou feliz por ter-te ao meu lado,
Companheira, amante, amada,
És minha vida, minh’alma,
Traz conforto, paz e acalma.

Gostaria de à altura retribuir
O mimo charmoso, belo
Mas como posso restituir
Se tenho a mim, perdido elo.

Como vês na troca de presentes
Saí ganhando com vantagem,
Para deixar-te feliz, com coragem
Serei sempre teu marido e amante.

[Autor: Rosival Muniz de Albuquerque - 17:32 - 11/06/2006]
10:17 - 20/06/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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Indíce das publicações do poeta Rosival Muniz de Albuquerque (a rosa), nete tópico:
 A rosa
 Campina Grande
 Construção
 In concert
 canto dos sapos
 Corvo
 pagador de contas
 República dos próceres tortos
 Surrealismo
 Troca de presentes
 Vítimas
16:40 - 26/06/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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CONVITE ENVIADO PELO POETA ROSIVAL QUE REPASSO AOS POETAS DESTA COMUNIDADE:

De:Rosival
Data:12:22 - 05/07/2006
Assunto:CONVITE PARA SITE DE POESIAS E CONTOS ETC
Mensagem:
Olá Amigos do UOLK

Faço parte de um site de poesias, contos, crônicas e etc. Sei que vocês gostam de de se expressar através do meio escrito, e fazem bem. Quero convidá-los a participar do site Recanto das Letras. Tem uma parte que é grátis, pode incluir 3 textos por dia. Tem outra parte que é paga, podem fazer uma página pessoal, personalizada. Tenho uma página pessoal. Depois digam-me se fazem parte do site. Podem comentar os textos um dos outros Meu site é
www.rosivalmuniz.prosaeverso.net

Um abraço
Rosival
13:08 - 05/07/2006 Apagar

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