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Tópico: *Oscar Wilde *

ÞerÞetµal night
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Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. De pais sofisticados e ricos, estudou em Oxford onde, sob a influência de Matthew Arnold, John Ruskin e Walter Pater, liderou um movimento que combatia os filisteus da cultura e propunha um hedonismo extremado. Brilhou na sociedade londrina com seu talento verbal. Os trocadilhos e pilhérias que o tornaram famoso, não obstante, criticavam muitas vezes o próprio modo vitoriano de vida, marcado pelo apego às convenções.
Nos diversos gêneros que abordou, Wilde criou obras inesquecíveis, como The Happy Prince and Other Tales (1888; O príncipe feliz e outras histórias) e The Picture of Dorian Gray (1891; O retrato de Dorian Gray), este seu único romance e um de seus livros mais lidos. A poesia contida em Poems (1881; Poemas) apresenta alguns poemas isolados de força sugestiva e patética. Entretanto, não foi muito estimada pela crítica do século XX, que sempre lhe reprovou o sentimentalismo excessivo.

Morreu em Paris em 30 de novembro de 1900.

12:54 - 08/03/2006

Respostas ao tópico: *Oscar Wilde *

ÞerÞetµal night
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Soneto a Liberdade

Não que eu ame teus filhos cujo olhar obtuso
Somente vê a própria e repugnante dor,
Cuja mente não sabe, ou quer saber, de nada
É que, com seu rugir, tuas Democracias,

Teus reinos de Terror e grandes Anarquias
Refletem meus afãs extremos como o mar,
Dando-me Liberdade! -à cólera uma irmã.
Minha alma circunspeta gosta de teus gritos

Confusos só por causa disso: do contrário,
Reis com sangrento açoite ou seus canhões traiçoeiros
Roubavam às nações seus sagrados direitos,

Deixando-me impassível e ainda, ainda assim,
Esses Cristos que morrem sobre as barricadas,
Deus sabe que os apóio ao menos parcialmente.
12:58 - 08/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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Sonnet to Liberty

Not that I love thy children, whose dull eyes
See nothing save their own unlovely woe,
Whose minds know nothing, nothing care to know,
But that the roar of thy Democracies,
Thy reigns of Terror, thy great Anarchies,
Mirror my wildest passions like the sea
And give my rage a brother Liberty!

For thy sake only do thy dissonant cries
Delight my discreet soul, else might all king
By bloody knout or treacherous cannonades
Rob nations of their rights inviolate

And I remain unmoved and yet, and yet,
These Christs that die upon the barricades,
God knows it I am with them, in some things.
13:00 - 08/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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(...)O incenso da adoração perfumara-lhe a vida por muitos anos e vedara-lhe os olhos para as outras coisas, de sorte que ela a nada mais aspirava.

Não obstante, chegou o dia em que conheceu um homem, a quem amou com toda a força da alma. Então sua arte, seus triunfos e as nuvens de incenso nada mais significaram para ela - o amor era toda a sua vida. Mas embora pensasse assim, o homem que ela amava tornou-se ciumento - ciumento do público que não mais lhe interessava.

Pediu-lhe que desistisse da sua carreira e abandonasse o palco para sempre. Ela acedeu sem resistência, e disse:

- O amor é melhor do que a arte, melhor do que a fama, melhor do que a própria vida.

E logo abandonou alegremente o palco e todos os triunfos para dedicar sua vida ao homem que amava. (...)

Trecho do conto "A atriz" (Editora Terra Nova)
11:20 - 16/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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"A sociedade às vezes perdoa ao criminoso, mas nunca perdoa
ao sonhador."
16:30 - 23/03/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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"Mas enquanto teu semblante o verso seu enchia,
O meu se esvaziava, o meu enfraquecia..."

[Obra Completa / Ed. Nova Avilar / O retrato de MR. W. H.. - pag. 415]
17:33 - 11/04/2006 Apagar
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"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquetipo qualquer,
Mas pela pupila; tem que ter brilho questionante
E tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito
Nem os maus de hábitos,
Fico com aqueles que fazem de mim
Louco e santo."
10:21 - 25/04/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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Ìndice de publicações do Poeta Oscar Wilde, neste tópico:

Bibliografia
Frases e citações famosas

Soneto da Liberdade
Sonnet to Liberty
Trecho do conto “A atriz”
18:44 - 21/08/2006 Apagar
ÞerÞetµal night
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«Não sei se são rectas as Leis,
Não sei se as Leis são injustas,
Neste cárcere, o que sabemos
É que a parede é robusta,
E que os dias são como anos,
E os anos são como lustros.

Mas isto sei: que toda a Lei
Que um Homem a outro deu,
Desde o crime contra Abel
Quando este mundo nasceu,
Só esgarça o trigo; deixa a espiga,
Com crivo que crispa o céu.»
22:09 - 25/06/2007 Apagar



 
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